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Popularidade de Alckmin nunca foi tão baixa

  • 9 de dez. de 2015
  • 2 min de leitura

Por Ricardo Noblat (*) Vai mal o governador que fecha escolas e chama a polícia.

Falta d’água, falta de transparência, falta de diálogo e uso da polícia para reprimir estudantes.

Eis a receita que explica a queda expressiva da popularidade do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP).

Nunca antes na história dos seus governos, Alckmin amargou popularidade tão baixa.

É o que aponta pesquisa Datafolha que ouviu 1.350 moradores de 47 municípios paulistas nos últimos dias 25 e 26.

Os resultados da pesquisa foram publicados, hoje, pela Folha de S. Paulo.

Segundo o jornal, “28% do eleitorado paulista qualifica o desempenho do tucano como ótimo ou bom, a menor taxa de aprovação na série de 29 pesquisas do instituto ao longo dos quatro mandatos de Alckmin - mais de dez anos de gestão, em períodos alternados, desde 2001.”

Há pouco mais de um ano, Alckmin tinha 20 pontos percentuais a mais de aprovação, 48%. “No seu melhor momento no comando do Estado, em março de 2006, pouco antes de sair para disputar (e perder) uma eleição presidencial, ostentou 69%”, informa a Folha.

A reprovação também é recorde: 30% dos paulistas classificam o desempenho do governador como ruim ou péssimo.

“Esta é a primeira vez que, numericamente, há mais gente no Estado desaprovando do que aprovando o governo Alckmin”.

Outros 40% do eleitorado paulista, o maior contingente, consideram o atual governo do PSDB como regular.

Alckmin está pior entre os mais jovens, entre os mais escolarizados e nas cidades grandes.

O Datafolha quis saber o que os paulistas acham do plano de reforma do ensino que jogou Alckmin contra estudantes, professores e pais.

Pois bem: de cada dez eleitores, seis são contra o plano e três a favor. A oposição ao plano chega a quase 70% entre os eleitores mais jovens.

Quanto à ocupação de escolas por parte de estudantes: a maioria dos entrevistados (55%) apoia. No momento, são 196 colégios ocupados no Estado.

A pesquisa foi aplicada antes de a polícia começar a espancar e prender jovens que interrompem o trânsito na capital.

Alckmin deu de graça à oposição o discurso que ela fará contra ele na próxima eleição: “Alckmin, o governador que fecha escolas e chama a polícia”. (*) Publicação original no Blog do Noblat.

Foto de divulgação.


 
 
 

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