Ufa! Que semana!
- 28 de nov. de 2015
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Por Renato Cardoso (*) Como diz um amigo, "tá ruim mas tá bom", mas enfim, particularmente, acho que está ótimo com tudo isso que estamos acompanhando na política nacional. Foi uma semana absolutamente atípica e naqueles dias em que políticos trabalham ou fazem de conta que, na capital federal, entre a terça e a quarta, pois foram em cana nada menos que o amigo de Lula, José Carlos Bumlai e o líder de Dilma, Delcídio Amaral. Quando já se pensava que a semana parava por aí, vem a informação, na sexta, que a Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do país, entregou os pontos e por isso mesmo pagará multa de R$ 1 bilhão, além da promessa de confessar crimes que vão muito além da Petrobras. Tá ruim porque brasileiros das classes A à G estão na pior, com nosso país sendo transformado numa espécie de trem fantasma rumo ao precipício. Comparando, o mensalão foi aneira do abismo, enquanto o petrolão é a vivência do abismo. A força-tarefa da Lava Jato apresentará ao Brasil, sem a menor dúvida, o lado de dentro do abismo, com sua vocação para a busca das verdades mais profundas e sem limites. O brasileiro, a caminho das profundezas, percebe que, vista desde o buraco, a crise é bem mais nítida. O grotesco ganha uma fabulosa visibilidade. "No abismo, o hipócrita tem cara de hipócrita, a incompetente tem jeitão de incompetente. E o séquito de canalhas tem a aparência de um cortejo de canalhas", muito bem definiu o jornalista Josias de Souza. A teia fica mais evidente, quando observada de baixo. Os culpados, de réus confesso a delatores, passando pelos corruptores, não tem mais como, pois se correrem o bicho alcança e se pararem o bicho pega e, quando não se esperava mais nada na semana, vem o senador pelo Mato Grosso, Delcídio Amaral, tentanto silenciar Nestor Cerveró, que coordenou a compra de Pasadena, que foi avalizada por Dilma, que era a bambambã do governo Lula, que é amigão de José Carlos Bumlai, que é pai de Fernando Barros Bumlai, que é marido de Neca Chaves Bumlai, que é filha de Pedro Chaves dos Santos, que é suplente de Delcídio, que monitorava os humores de Bumlai a pedido de Lula, que não sabia de nada. Triste mas é verdade:

é preciso um país inteiro nas profundezas para salvar a pantomima. Só a derrota nacional salva o grupo hegemônico. (*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista, publicitário e bacharel em direito.




















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