Um Raio X de nossa Piratininga
- Renato Senis Cardoso
- 8 de nov. de 2015
- 7 min de leitura
Hoje vamos olhar para nossa Piratininga com olhos de análise e crítica, sob o ponto de vista construtivo e com base em números reais, levados ao mundo pelo PNUB (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). O trabalho ora apresentado se baseia em levantamento feito em 2.010 e que passou a ser divulgado em 2.013 e é o mais atual, acatado pelas autoridades em todos os níveis, por países que analisam os municípios do mundo inteiro para definir por seus investimentos e até propostas de parcerias. Ranking Piratininga ocupa a 141ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros segundo o IDHM. Nesse ranking, o maior IDHM é 0,862 (São Caetano do Sul) e o menor é 0,418 (Melgaço). Caracterização do território Área397,84 km² IDHM 20100,779 Faixa do IDHM Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799) População (Censo 2010): 12.072 hab. Densidade demográfica30,34 hab/km² Ano de instalação1913 Microrregião Bauru - Mesorregião Bauru IDHM O Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) de Piratininga é de 0,779, em 2010, o que situa esse município na faixa de Desenvolvimento Humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799). A dimensão que mais contribui para o IDHM do município é Longevidade, com índice de 0,859, seguida de Renda, com índice de 0,762, e de Educação, com índice de 0,723. Porém, conforme veremos a seguir, o índice relacionado à educação vem num crescendo e salta dos míseros 0,3470 de 1.991 para 0,723 de 2.010. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal e seus componentes Piratininga - SPIDHM e componentes: IDHM Educação Podemos ver, pelo demonstrativo a seguir, que o item educação vem numa evolução se compararmos os anos em que houve divulgação, reforçando que o patamar considerado ótimo se dá a patir de 0,800, que pode ser a meta a irmos em busca. Veja os índices apresentados nos anos das últimas divulgações:
1991 - 0,3470 2000 - 0,5530 2010 - 0,723 Percebemos, pelos números apresentados, que estamos numa constante evolução e precisamos ficar atentos aos números da próxima divulgação, para nos posicionarmos e promover compaação com o histórico que aí está a partir de 1.991. Evolução Entre 2000 e 2010 o IDHMde Piratininga passou de 0,683 em 2000 para 0,779 em 2010 - uma taxa de crescimento de 14,06%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 69,72% entre 2000 e 2010. Nesse período, a dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,170), seguida por Longevidade e por Renda. Entre 1991 e 2000 o IDHM passou de 0,567 em 1991 para 0,683 em 2000 - uma taxa de crescimento de 20,46%. O hiato de desenvolvimento humano foi reduzido em 73,21% entre 1991 e 2000. Nesse período, a dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,206), seguida por Longevidade e por Renda. De 1991 a 2010, o IDHM do município passou de 0,567, em 1991, para 0,779, em 2010, enquanto o IDHM da Unidade Federativa (UF) passou de 0,493 para 0,727. Isso implica em uma taxa de crescimento de 37,39% para o município e 47% para a UF; e em uma taxa de redução do hiato de desenvolvimento humano de 51,04% para o município e 53,85% para a UF. No município, a dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,376), seguida por Longevidade e por Renda. Na UF, por sua vez, a dimensão cujo índice mais cresceu em termos absolutos foi Educação (com crescimento de 0,358), seguida por Longevidade e por Renda. Demografia e Saúde População Entre 2000 e 2010, a população de Piratininga cresceu a uma taxa média anual de 1,32%, enquanto no Brasil foi de 1,17%, no mesmo período. Nesta década, a taxa de urbanização do município passou de 83,68% para 85,75%. Em 2010 viviam no município, 12.072 pessoas. Entre 1991 e 2000, a população do município cresceu a uma taxa média anual de 1,02%. Na UF, esta taxa foi de 1,78%, enquanto no Brasil foi de 1,63%, no mesmo período. Na década, a taxa de urbanização do município passou de 70,08% para 83,68%. Estrutura Etária Entre 2000 e 2010, a razão de dependência no município passou de 51,32% para 44,71% e a taxa de envelhecimento, de 8,76% para 10,32%. Em 1991, esses dois indicadores eram, respectivamente, 63,08% e 7,59%. Já na UF, a razão de dependência passou de 65,43% em 1991, para 54,94% em 2000 e 45,92% em 2010; enquanto a taxa de envelhecimento passou de 4,83%, para 5,83% e para 7,36%, respectivamente. Na avaliação da estrutura etária é que vamos encontrar um fator altamente positivo, por conta de nossa cidade ter mais cidadãos em período de trabalho e muito menos com 65 anos ou mais e, por isso mesmo, na faixa de dependência. Se temos hoje em Piratininga, 2.491 pessoas com menos de 15 anos, 8.335 de 15 a 64 anos (em plena fase de produção pelo trabalho), chegamos a apenas 1.246 com alto grau de dependência, o que representa apenas 10,32% do total. A estrutura etária de Piratininga é composta por uma camada maior a produzir bens, produtos, riqueza enfim, o suficiente para sobrar para dar a melhor assistência e serviço aos que se situam em faixa de aposentadoria e sem condição para o mercado de trabalho e também para cobrir os custos com educação, para os 2.491 conterrâneos em fase de estudo e ocupação no restante do dia. O formato se assemelha a um vaso, com parte acomodada no chão com raio menor (a que se acomoda no piso), uma abertura no meio e uma boca se fechando. Condição ainda aceitável, as toda evolução na área da educação se explica quando olhamos para os mapas de 1.991, quando a distribuição de renda se dava em forma de um triângulo, com uma base bem acentuada, que foi perdendo a proporção com o passar dos anos. Longevidade, mortalidade e fecundidade A mortalidade infantil (mortalidade de crianças com menos de um ano de idade) no município passou de 17,3 por mil nascidos vivos, em 2000, para 12,5 por mil nascidos vivos, em 2010. Em 1991, a taxa era de 24,6. Já na UF, a taxa era de 13,9, em 2010, de 19,4, em 2000 e 27,3, em 1991. Entre 2000 e 2010, a taxa de mortalidade infantil no país caiu de 30,6 por mil nascidos vivos para 16,7 por mil nascidos vivos. Em 1991, essa taxa era de 44,7 por mil nascidos vivos. Com a taxa observada em 2010, o Brasil cumpre uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, segundo a qual a mortalidade infantil no país deve estar abaixo de 17,9 óbitos por mil em 2015. Esperança de vida ao nascer (em anos) 1.991: 69,4 2.000: 73,3 2.010: 76,5 A esperança de vida ao nascer é o indicador utilizado para compor a dimensão Longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). No município, a esperança de vida ao nascer cresceu 3,2 anos na última década, passando de 73,3 anos, em 2000, para 76,5 anos, em 2010. Em 1991, era de 69,4 anos. No Brasil, a esperança de vida ao nascer é de 73,9 anos, em 2010, de 68,6 anos, em 2000, e de 64,7 anos em 1991. Educação Crianças e Jovens Proporções de crianças e jovens frequentando ou tendo completado determinados ciclos indica a situação da educação entre a população em idade escolar do estado e compõe o IDHM Educação. No município, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola é de 97,36%, em 2010. No mesmo ano, a proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental é de 87,82%; a proporção de jovens de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo é de 67,15%; e a proporção de jovens de 18 a 20 anos com ensino médio completo é de 63,71%. Entre 1991 e 2010, essas proporções aumentaram, respectivamente, em 49,43 pontos percentuais, 36,49 pontos percentuais, 35,58 pontos percentuais e 44,39 pontos percentuais. Em 2010, 93,12% da população de 6 a 17 anos do município estavam cursando o ensino básico regular com até dois anos de defasagem idade-série. Em 2000 eram 85,47% e, em 1991, 80,63%. Dos jovens adultos de 18 a 24 anos, 12,97% estavam cursando o ensino superior em 2010. Em 2000 eram 8,71% e, em 1991, 5,43%. Expectativa de Anos de Estudo O indicador Expectativa de Anos de Estudo também sintetiza a frequência escolar da população em idade escolar. Mais precisamente, indica o número de anos de estudo que uma criança que inicia a vida escolar no ano de referência deverá completar ao atingir a idade de 18 anos. Entre 2000 e 2010, ela passou de 10,08 anos para 11,09 anos, no município, enquanto na UF passou de 10,23 anos para 10,33 anos. Em 1991, a expectativa de anos de estudo era de 10,13 anos, no município, e de 9,68 anos, na UF. População Adulta Também compõe o IDHM Educação um indicador de escolaridade da população adulta, o percentual da população de 18 anos ou mais com o ensino fundamental completo. Esse indicador carrega uma grande inércia, em função do peso das gerações mais antigas, de menor escolaridade. Entre 2000 e 2010, esse percentual passou de 42,17% para 60,62%, no município, e de 39,76% para 54,92%, na UF. Em 1991, os percentuais eram de 29,56% ,no município, e 30,09%, na UF. Em 2010, considerando-se a população municipal de 25 anos ou mais de idade, 6,91% eram analfabetos, 55,95% tinham o ensino fundamental completo, 40,49% possuíam o ensino médio completo e 13,06%, o superior completo. No Brasil, esses percentuais são, respectivamente, 11,82%, 50,75%, 35,83% e 11,27%. Renda A renda per capita média de Piratininga cresceu 39,45% nas últimas duas décadas, passando de R$ 658,01, em 1991, para R$ 690,78, em 2000, e para R$ 917,62, em 2010. Isso equivale a uma taxa média anual de crescimento nesse período de 1,77%. A taxa média anual de crescimento foi de 0,54%, entre 1991 e 2000, e 2,88%, entre 2000 e 2010. A proporção de pessoas pobres, ou seja, com renda domiciliar per capita inferior a R$ 140,00 (a preços de agosto de 2010), passou de 22,00%, em 1991, para 9,82%, em 2000, e para 3,54%, em 2010. A evolução da desigualdade de renda nesses dois períodos pode ser descrita através do Índice de Gini, que passou de 0,66, em 1991, para 0,52, em 2000, e para 0,48, em 2010. O que é Índice de Gini? É um instrumento usado para mediro grau de concentração de renda. Ele aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. Numericamente, varia de 0 a 1, sendo que 0 representa a situação de total igualdade, ou seja,todos têm a mesma renda, e o valor 1 significa completa desigualdadede renda, ou seja, se uma só pessoa detém toda a renda do lugar. Trabalho Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais (ou seja, o percentual dessa população que era economicamente ativa) passou de 66,37% em 2000 para 68,55% em 2010. Ao mesmo tempo, sua taxa de desocupação (ou seja, o percentual da população economicamente ativa que estava desocupada) passou de 10,02% em 2000 para 3,46% em 2010. Habitação: % da população em domicílios com água encanada 1.991: 93,07 2.000: 92,98 2.010: 94,15 % da população em domicílios com energia elétrica 1.992: 99,57 2.000: 98,86 2.010: 100,00 Querendo informações mais detalhadas, com gráficos e infográficos, clique aqui.
