top of page

O sonho de Piratininga de se tornar estância turística

O Estado de São Paulo está ordenado em 34 regiões turísticas que se encaixam dentro de 15 macrorregiões. Tal divisão foi feita por dirigentes municipais (conselhos, prefeituras, coordenadorias e secretarias). Levou-se em consideração a proximidade geográfica e a afinidade entre produtos turísticos, como história e atrativos. Esta forma de organizar o Estado foi criada para facilitar a aplicação e o desenvolvimento de programas e projetos.

Quanto ao turismo, já foi dado um grande passo com a criação do circuito "Caminhos do Centro Oeste Paulista", de qual Piratininga e mais dez municípios da região, com vocação, participam. Os circuitos cumprem a missa de vender o turismo de São Paulo em feiras, eventos, etc. São 27 grupos de municípios com características em comum, as quais são utilizadas para que eles se promovam como produtos turísticos por meio de roteiros e circuitos. Só são levadas em conta as cidades que têm a promoção turística em evidência. Esses circuitos e roteiros estão dentro das regiões turísticas.

Estâncias turísticas O Estado de São Paulo possui 70 municípios considerados estâncias por lei. São cidades que recebem verbas do DADE (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias) todos os anos, sempre aplicadas em obras que melhoram sua estrutura para receber turistas. Se classificam em balneárias, climáticas, hidrominerais e turísticas. O que é o Dade? Organizada pelo governador Geraldo Alckmin em primeiro de janeiro de 2011, por intermédio do decreto 56.638, a Secretaria de Turismo dispõe em sua estrutura básica do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias – DADE, que, atualmente congrega 67 municípios denominados estâncias, entre balneárias, turísticas, hidrominerais e climáticas. Foi criado pela Lei nº 6.470, em junho de 1989 para, entre outras atribuições, transferir recursos diretos para a execução de obras e programas ligados ao desenvolvimento do turismo nas cidades reconhecidas como estâncias. O que representa o título de Estância Turística? Por Thiago Quirino para Mais notícias Nem todas as cidades conseguem o título de Estância Turística. É preciso passar por uma avaliação e atingir alguns critérios. A nomenclatura é concedida exclusivamente pelo Governo do Estado de São Paulo a municípios que apresentam características turísticas e determinados requisitos como: condições de lazer, recreação, recursos naturais e culturais específicos. Número de quartos e apartamentos em hotéis também são considerados, assim como as condições da cidade quanto ao IDHM, que considera o índice quanto à saúde, educação, emprego e renda. Além disso, critérios como infraestrutura e serviços dimensionados à atividade turística precisam ser evidentes na cidade. Foi assim que Ribeirão Pires passou de um simples município para tornar-se uma estância. A alteração no nome da cidade trás ainda outros benefícios. Os municípios com este "status" podem receber aportes financeiros específicos para incentivo ao turismo. O Estado de São Paulo possuí 67 cidades que são consideradas estâncias por cumprirem essas determinações e Ribeirão Pires é uma delas. Cada uma dessas cidades provou que tem vocação para desenvolver negócios voltados ao turismo, promovendo atração de visitantes durante todo o ano. Os município recebem verba maior por parte do Estado para investimentos voltado ao turismo. Recentemente Ribeirão Pires recebeu do DADE uma considerável soma financeira para que realizasse obras de recuperação nos morros São José e Santo Antônio, parcialmente interditados desde o período de chuvas do ano passado. Além das estâncias turísticas também existem as climáticas, as balneárias e as hidrominerais. Cada uma dotada de características específicas. Para manter o título, cada cidade precisa apresentar um planejamento adequado para fomentar tradição, cultura, preservação de patrimônios históricos, artesanato típico, paisagem atrativa e centros de lazer e gastronomia. Estâncias na região Há forte movimento na região para que municípios banhados pelo rio Tietê ou que tenham algum atrativo turístico possam concorrer a uma verba estadual para melhoria do turismo regional. Isso por conta de uma nova lei estadual, sancionada pelo governo do Estado, em junho último, que institui 140 municípios de interesse turístico e 70 estâncias. No momento está sendo elaborado um ranqueamento com trabalho para três anos entre as com possibilidade. Estâncias que não cumprirem os requisitos exigidos pela lei, poderão perder o título e, consequentemente os recursos e o lugar vago poderá ser ocupado por um dos 140 de interesse turístico. Os 140 municípios ora elencados como de interesse turístico também terão que cumprir requisitos técnicos. Na região de Bauru várias cidades pretendem concorrer a uma dessas 140 vagas de município de interesse turístico e receber verba para realizar obras de infraestrutura para atrair turistas, mas nossa Piratininga não consta de tão privilegiada lista. Na região de Bauru são essas as cidades estâncias: Águas de Santa Bárbara, Águas de São Pedro, Barra Bonita, Brotas, Ibitinga, Igaraçu do Tietê e São Pedro. Barra Bonita terá de fazer investimento para continuar estância. O prefeito de Boraceia, Marcos Vinício Bilancieri, aposta que uma arena e o centro de eventos com capacidade para 20 mil pessoas que vem sendo construído, que ajudará a cidade a entrar no ranking dos municípios de interesse turístico, previsto na nova lei estadual. “Temos uma festa do peão tradicional, uma das melhores da região. Estamos fazendo um centro de eventos, um dos maiores do Estado de São Paulo com capacidade para 20 mil pessoas. São sete mil metros de área coberta, com piso, banheiros”, disse. Itapuí tem plano de revitalizar sua praia e o prefeito José Eduardo Amantini se animou com a nova lei, porque a cidade tem possibilidade de fazer parte da lista dos municípios com potencial turístico. E Piratininga? Para que seja avaliada a falta de interesse quanto ao aspecto, apenas agora está sendo fundado em Piratininga o COMTUR - Conselho Municipal de Turismo, assim mesmo sem muita atenção por parte do poder público e sem que a população saiba a seu respeito. O COMTUR vem a ser um conselho de caráter consultivo e sem poder deliberativo, que continua sob os auspícios da Câmara Municipal, que tem que lhe dar rigoroso valor, pois o mesmo tende a ser formado por técnicos e demais pessoas com elo a equipamentos turísticos, a exemplo do Águas Quentes de Piratininga, o Museu do Café, o setor hoteleiro, os pesqueiros e é aí que entram os monumentos históricos, como as inúmeras igrejas espalhadas pelas fazendas do município, que podem servir como pontos de uma rota religiosa e já teremos aí um atrativo. Os membros do COMTUR passam a estudar o município com olhar turístico e, em decorrência, municiando prefeito e vereadores para que medidas sejam tomadas para que o município cada vez mais se enquadre nos parâmetros mínimos exigidos pela secretaria e ministério de turismo e por aí podendo buscar recursos para fins voltados exclusivamente ao turismo. Com um COMTUR ativo, nossa Piratininva estará melhor representada no circuito "Caminhos do Centro Oeste Paulista", que vem a ser um dos mais importantes roteiros do Estado e que já participa dos principais eventos ligados ao turismo, a exemplo da Feira do Turismo, na qual se fazem presentes os empresários e autoridades do que de mais relevante temos no turismo internacional. É um evento frequentado por profissionais, empresas, turismólogos e autoridades de turismo de países do mundo inteiro. (*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista, publicitário e bacharel em direito.

 

© 2015, por Renato Cardoso, orgulhosamente criado com Wix.com

  • b-facebook
  • Twitter Round
  • Instagram Black Round
bottom of page